Controle de Vetores e Pragas
Moscas

Baratas - MOSCAS SINANTRÓPICAS:
Há muitos milhões de anos atrás, um pequeno inseto voador começou a atormentar nossos antepassados, ainda nos tempos em que eles começavam a procurar cavernas naturais para garantir sua sobrevivência durante os rigorosos e temidos invernos. O homem, um fraco, porém habilíssimo caçador, capaz de vencer feras notavelmente maiores, mais fortes e mais rápidas que ele, já não conseguia livrar-se de um incômodo inseto que insistia em viver nas proximidades. Eram as moscas, de todos os tipos e tamanhos, que teimavam em repartir o mesmo ambiente do homem contaminando seus alimentos, sugando-lhe o sangue, transmitindo doenças e roubando-lhe a paz. Hoje, são nada menos que 110 mil espécies diferentes de moscas em nosso planeta a nos atormentar.

Estão em toda parte, na zona rural ou nas cidades, nas florestas, bosques e campos, no calor ou no frio, nas montanhas, nos vales e nos desertos. Onde o homem já pisou, lá está a mosca.
É preciso, ainda, destacar seu (importante) papel dentro da diversidade biológica: as moscas são o início de diversas cadeias alimentares que sustentam inúmeras espécies de animais e até de plantas.

Algumas espécies reciclam dejetos, outras consomem cadáveres, outras mais são polinizadores. A questão toda está naquele pequeníssimo grupo delas, as sinantrópicas, que parece existir apenas para nos incomodar e nos causar problemas disseminando doenças à espécie humana e aos animais que criamos com diferentes objetivos. Exemplificando alguns males transmitidos pelas moscas sinantrópicas: desinterias, diarréias infantis, intoxicações alimentares, febre tifóide, cólera, certas helimintoses, poliomielite, algumas verminoses e requetsioses, o tracoma, a difteria, apenas para citar algumas das doenças. Nossos antepassados, aqueles das cavernas, não sabiam nada disso e apenas consideravam-nas como bichos incômodos; mas as moscas mais comuns podem realmente ser um problema sério.

Tomemos como exemplo principal, a mosca doméstica (cujo nome científico é Mosca doméstica), a mais comum dentre todas e que vive mais próxima do ser humano. Controlá-las não é tarefa fácil devido suas habilidades inatas de sobrevivência, adaptação e, principalmente devido à sua absolutamente espantosa capacidade reprodutiva. Há décadas o homem vem tentando controlar a mosca doméstica, empregando toneladas de inseticidas e os resultados quase sempre não são satisfatórios, seja porque a escolha de inseticidas realmente eficazes é limitada, seja porque os métodos de sua aplicação não variam muito, ou seja, porque o homem teima em continuar achando que o inseticida, sozinho, será capaz de eliminar, sem qualquer atividade técnica específica.

Em áreas rurais, nas criações intensivas de animais destinados a produzir carne, leite ou ovos, a necessidade de emprego de técnicas especializadas é ainda maior, pois a maioria dos inseticidas pode deixar resíduos nos próprios animais ou seus derivados (carne, leite, ovos), o que literalmente impede sua utilização.

Há soluções racionais para esses problemas?
O que podemos fazer?

A solução parece estar numa nova abordagem desse velho problema. Trata-se do denominado "Manejo Integrado" que nada mais é que um conjunto de diferentes ações combinadas capazes de atacar firmemente o problema das moscas domésticas nos aviários onde sejam criadas galinhas de postura, isto é, produzem-se ovos para consumo ou uso humano.

Para entendermos como isto funciona, vamos começar por examinarmos um pouco da própria biologia da mosca comum e como ela se reproduz nesses locais.

 
- MOSCAS DOMÉSTICAS:


A mosca comum é um inseto alado (um só par de asas) que se caracteriza por possuir o tórax com faixas longitudinais pretas e cinzas de tons não metálicos. A cabeça é dominada por um par de olhos facetados grandes e proeminentes: sua boca é do tipo lambedora com uma pequena tromba retrátil. Como todos os insetos, as moscas crescem mudando de forma, ao que denominamos metamorfose: ovo - larvas (03 estágios) - pupa - adulto.

Na época quente do ano, a mosca fêmea adulta põe seus ovos antes de completar o segundo dia após ter copulado: no frio esse prazo pode chegar a nove dias. Põe de quatro a seis baterias de 120 ovos cada em média, formando pencas de ovos de cor esbranquiçada ou amarelada. O número de ovos pode ficar entre 500 e 7.290 ovos por fêmea, algo nada desprezível. Os ovos são postos em matéria orgânica em decomposição, preferentemente o estrume ou esterco dos animais, onde se desenvolvem rapidamente e cerca de oito horas depois (se a temperatura e a umidade estiverem altas), liberam as primeiras larvas (larvas I); estas se aprofundam no esterco e um ou dois dias após transformam-se em larvas II e pouco depois em larvas III. Essas larvas todas se alimentam do próprio esterco, o qual liqüefazem, tornando-o sem valor comercial como adubo.


A larva III sai então do esterco procurando solo seco onde se transforma em pupa, um casulo fechado de cor marrom escuro, em cujo interior vai formar-se em alguns dias, numa mosca adulta completa. Cerca de 18 horas depois de ter saído do pulpário, essa mosca já estará pronta para acasalar-se, reiniciando novo ciclo. O tempo de desenvolvimento do ovo à mosca adulta, chega a 8 dias. Na natureza, a mosca vive perto de 30 dias e os machos não passam dos 17 dias de vida. Com base nesses cálculos, num país tropical, são cerca de 30 gerações de moscas num só ano a partir de um único casal.

As moscas domésticas alimentam-se de praticamente qualquer resto humano, de seu lixo, de seus excretos incluindo o suor, dos animais alimenta-se de sua ração, de seu esterco, de ovos ou do leite. Localizam o alimento durante o vôo através da visão; as cores vermelha e amarela e pontos pretos, se for líquido ou pastoso, através de uma tromba lambedora (probóscida) que estendem no ato. Se o alimento for sólido, regurgitam sobre ele um composto de vômito estomacal mais saliva, fortemente enzimático, capaz de liqüefazer o alimento em segundos: só então ingerem-no.


As moscas são ativas durante o dia, descansando pousadas durante a noite. Evitam correntes de vento e gostam de pousar sobre corpos cilíndricos (arames, fios elétricos, cordas, canos postes e moirões de cerca). Embora sejam ótimas voadoras, preferem permanecer num raio de 1000 a 2000 metros de seu criadouro original.

A crença de que uma simples aplicação de inseticida vai resolver o problema das moscas numa fazenda de postura é um redondo engano; aliás isso já foi tentado por muitos e muitos anos e os resultados nunca foram satisfatórios. O Manejo Integrado dessas moscas pode ser a resposta certa para a questão.


O Manejo Integrado compreende um conjunto de medidas adotadas de forma combinada; algumas são corretivas do meio ambiente, outras são medidas preventivas contra as moscas e, completamente, pratica-se a eliminação das moscas já infestantes da área.

A simples prevenção já é capaz de reduzir substancialmente as populações de moscas. A remoção periódica do esterco acumulando-o em esterqueiras apropriadas, tanto quanto mantê-lo sempre seco, são medidas que vão reduzir o habitat das moscas impedindo o desenvolvimento das larvas.

Evitar restos da ração nos comedouros, impedir seu derramamento e mantê-la seca, ajuda e muito. Não permitir que a água de bebida de animais ou de chuva molhe o esterco, ventilá-lo para mantê-lo seco, dar inclinação ao piso, no sentido de valas de drenagem, são ações fortemente impeditivas da livre proliferação das moscas. Lembre-se ainda, que no esterco molhado, as moscas movem-se com grande facilidade e rapidez, enquanto os inimigos naturais que coabitam esse esterco têm grandes dificuldades para ali movimentarem-se; no esterco seco, ao contrário, os predadores são rápidos e as larvas das moscas são lentas.


O esterco retirado deve ser amontoado em locais secos e fechados, para evitar que as moscas adultas venham ali, pôr seus ovos, transformando-os em enormes criadouros.

É importante salientar que a velocidade de recuperação da população das larvas de moscas é muitas vezes maior do que a velocidade de re-população de seus predadores, de forma que a aplicação inadequada de inseticida não específico, que leva ao desequilíbrio ecológico, causa o enorme aumento de moscas, pois destrói também, seus predadores.

O sucesso no controle de moscas pode ser feito de forma correta e adequada, se empregado o Manejo Integrado, e onde a eliminação das infestações já existentes seja executada através de compostos modernos, capazes de produzir o efeito desejado, da forma mais natural possível.











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